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Produção Semestral dos Frigoríficos que abatem avestruz
ACAB divulga distribuição da produção de abates com base nos atuais frigoríficos que atuam no setor
A Associação dos Criadores de Avestruz do Brasil - ACAB, a partir de informações que tiveram como fonte o Ministério da Agricultura , Pecuária e Abastecimento - MAPA e agentes do mercado ( frigoríficos), levantou a recente produção de abates do 1º semestre de 2007.
A produção de abates de janeiro a junho foi 15.440 carcaças, o que já significa uma aumento de 8% em relação ao total de abates realizados no ano de 2006, que foi de 14.306 abates, projetando para o ano de 2007 uma produção acima de 100% em relação ao ano passado.
A estatísitica que ora se apresenta, é a distribuição estadual desta produção tendo como base a origem dos frigoríficos processadores dos abates. A produção levantada neste estudo foi baseada em 14 plantas frigoríficas, das quais 10 possuem serviço de inspeção federal - SIF e, 4 apresentam serviço de inspeção estadual - SIE, desta forma 71% dos frigorícos que abatem avestruz são plantas com SIF e, 29% são frigoríficos com SIE; não obstante, evidenciou-se que 95% dos abates se deram em plantas com SIF, constatando-se desta forma, a preferência do empresário estrutiocultor para a inspeção federal.
De acordo com os números levantados observa-se a patente predominância de abates na região Centro-Oeste, no caso no estado de Goiás, com 41% de todos os abates realizados no Brasil, com São Paulo em 2º lugar, apresentando 16%.
Da estatística gerada pela distribuição estadual das empresas comercializadoras da carne de avestruz ( vide gráfico a baixo), nota-se que Goiás apresenta uma menor participação, o que evidencia que muitos empresários de outros estados, utilizam a estrutura fabril de Goiás para o abate de seus avestruzes, demonstrando desta forma, a atual importância deste estado no empresariamento da atividade de estrutiocultura industrial.
Devemos salientar que o estado de Goiás, atualmente está fora do circuito de estados que podem exportar a carne de avestruz, sendo fundamental para os empresários desta região o empenho de regularizar o estágio sanitário da criação de avestruzes na mesma, mostrando que a cadeia produtiva de ratitas está respeitando as diretivas sanitárias do plano de regionalização avícola do MAPA, para desta forma, ser indicado pelo Departamento de Defesa Animal - DDA/MAPA, e ser incluído nos estados exportadores de carne de avestruz para a Europa (principal pólo mundial de consumo da carne de avestruz).
Atualmente, como amplamente divulgado, apenas os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, estão habilitados a exportar carne de avestruz para Europa.
A importância da exportação para o país é pontual e estratégica no sentido de contribuir com o equilíbrio do escoamento da produção brasileira, pois o mercado interno apesar de crescente a cada mês, não acompanha harmonicamente a produção de abates e, consequentemente assistimos neste momento, a cadeia produtiva do avestruz com um certo estrangulamento no consumo da carne.
Participaram deste levantamento estatístico efetuado pela ACAB, 16 plantas frigoríficas com a seguinte distribuição regional:
Região Nordeste ( 44%) ( 7 frigoríficos)
Bahia (3 ), Ceará (2), Sergipe (1) e Pernambuco (1)
Região Sudeste (25%) ( 4 frigoríficos )
São Paulo (3), Minas Gerais (1) e Rio de Janeiro (1)
Região Sul (19%) (3 frigoríficos)
Santa Catarina (1) , Paraná (1) e Rio Grande do Sul (1)
Região Centro-Oeste (12%) ( 2 frigoríficos)
Goiás (1) e Mato Grosso do Sul (1)
Região Norte (0 %)
A ACAB agradece a todos aqueles que colaboraram para o levantamento desta estatística do mercado produtivo brasileiro, que muito contribue para o estabelecimento de uma inteligência comercial e de gestão dentro da cadeia produtiva do avestruz em nosso país.
Fonte: ACAB
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