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ACAB intensifica gestão de rastreabilidade do setor
Novas restrições da Europa embasadas em falhas no Sisbov indicam que estrutiocultores devem focar o quesito rastreabilidade
A Associação dos Criadores de Avestruzes do Brasil - ACAB, esteve nesta quinta feira (20/12) em reunião com a diretoria executiva da União Brasileira de Avicultura - UBA e, reforçou o pedido de inserção do avestruz no plano de rastreabilidade da avicultura industrial. A solicitação já havia sido proferida à UBA na oportunidade da última reunião plenária da entidade, realizada no dia 03 de dezembro, quando Luis Robson Muniz, presidente da ACAB, propositivamente solicitou a inclusão da estrutiocultura no SISAVES, o plano de rastreabilidade que a UBA esta aperfeiçoando e irá apresentar para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, focado para atender as exigências da comunidade européia.
Segundo Ariel Mendes, vice-presidente Técnico Científico da UBA, o pedido é perfeitamente factível, não obstante, Mendes alertou que possivelmente o avestruz mereça uma atenção especial, onde um protocolo específico para a atividade seja incorporado no SISAVES, visando contemplar as peculiaridades da atividade de estrutiocultura industrial.
Para a ACAB, que vinha fazendo gestões para criar um plano de rastreabilidade específico do setor, denominado SISTRUZ - Plano de Rastreabilidade do Avestruz Brasileiro, a incorporação da estrutiocultura dentro do SISAVES, é estratégica e pontual ,pois, ganha-se em agilidade, uma vez que o SISAVES já se encontra em estágio avançado e, desta forma, o setor estrutiocultor estará alicerçado por um plano de rastreabilidade mais consistente, o que possibilitará que as exportações de carne de avestruz para a Europa ocorram ainda no primeiro semestre de 2008.
"Caso continuássemos insistindo em um plano de rastreabildade específico para o avestruz, dada a morosidade do processo de homologação junto ao MAPA, muito possivelmente sua análise e aprovação se estenderia por todo o ano de 2008. Como todos sabem, a exportação para a Europa é o grande foco do setor e, desta forma, inserir o avestruz no SISAVES é uma questão sistêmica vinculada ao nosso anseio de propiciar no curto prazo as exportações brasileiras da carne de avestruz", explica Muniz.
Segundo o presidente da ACAB, o departamento técnico e agro-industrial da ACAB, estará passando para a UBA os trabalhos já realizados pelo setor frente ao quesito rastreabilidade, no sentido de incorporá-los da forma mais ordeira possível ao SISAVES.
Alerta da ACAB
As recentes restrições da União Européia frente ao SISBOV, sistema de rastreabilidade de Bovinos e Bulalinos, demonstra que o setor estrutiocultor deve redobrar sua atenção para o quesito rastreabilidade.
A ACAB enfatiza que a questão primordial dentro de um plano de rastreabilidade é o ponto de origem da cadeia produtiva, ou seja, o criatório.
Desta forma, as granjas de avestruz que queiram participar do processo de exportação devem estar credenciadas no MAPA, estando devidamente georeferenciadas e monitoradas pelo Plano Nacional de Sanidade Avícola - PNSA, que credita ao produtor o status que seu estabelecimento é livre de zoonoses impeditivas à exportação, no caso da avicultura, Newcastle e Influenza Aviária.
Fonte: ACAB
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