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19/12/2007
 
ACAB oficializa pedido de revisão da nomenclatura da carne de avestruz
 
 
ACAB oficializa pedido de revisão da nomenclatura da carne de avestruz Capitaneado pela ACAB, setor estrutiocultor reivindica ao MAPA a padronização da nomenclatura dos músculos do avestruz O pedido de revisão da nomenclatura dos músculos do avestruz foi protocolado no Ministério da Agricultura., Pecuária e Abastecimento - MAPA, pela Associação dos Criadores de Avestruz do Brasil - ACAB, no dia 06/12, recebendo o nº de processo 21052.016781/2007- 01. Através deste número, qualquer pessoa interessada pode monitorar o trâmite do processo, entrando no site do MAPA: www.agricultura.gov.br, clicando em Localização de Processos e, em seguida, realizar a pesquisa digitando o código supracitado. Veja abaixo, a íntegra do documento expedido pela ACAB, representando todo o setor da estrutiocultura industrial brasileira: São Paulo, 06 de Dezembro de 2007 Ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA Secretaria de Defesa Agropecuária – S D A Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal - DIPOA Att. Dr. Nelmon Oliveira da Costa Diretor do DIPOA Vimos por meio desta comunicação solicitar o parecer técnico da Divisão de Inspeção de Carnes e Derivados de Ruminantes, Eqüídeos e Avestruzes - DICAR, objetivando que a mesma analise a proposta da ACAB no tocante à revisão da nomenclatura dos músculos do avestruz. O motivo de nossa solicitação está embasado nas seguintes premissas: 1- Na atual resolução nº 01 de 10 de janeiro de 2003, que aprova a uniformização da nomenclatura de produtos cárneos não formulados em uso para aves e coelhos, suídeos, caprinos, ovinos, bubalinos, eqüídeos, ovos e outras espécies de animais, no anexo VI – Nomenclatura de Avestruz, os músculos sem osso descritos, não estão relacionados com os nomes científicos, o que provoca atualmente a desorganização do setor, pois muitos agentes arbitrariamente dão nomes diferentes para o mesmo músculo, uma vez que não está discriminado na atual resolução, a associação do nome técnico ao nome científico. 2- No mercado internacional são comercializados 18 músculos sem osso diferentes, sendo que na atual resolução nº 01 de 10 de janeiro de 2003, temos apenas 12 músculos sem osso, desta forma, estamos sugerindo a adição de novos nomes para uma maior especialização e profissionalismo do setor, equiparando a diversidade de comercialização internacional com a do mercado interno. Esclarecemos que a lista abaixo foi fruto de uma ampla discussão democrática envidada por associações, cooperativas e empresas de todo o setor estrutiocultor brasileiro, na oportunidade da realização do 8º Congresso Brasileiro de Estrutiocultura, em uma reunião de trabalho ocorrida no dia 01 de dezembro, no auditório do Hotel Magna Praia, Fortaleza – CE. Desta forma, elencamos abaixo a proposta da ACAB, em relação ao exposto: Nº Internacional Nome Científico Nome Técnico 1 M. Iliofibularis Filé Leque 2 M. Iliofemoralis Filé Mignon (adição) 3 M. Ambiens Filé Pequeno 4 M. Iliofemoralis Externus Filé Ostra 5 M. Obturatorius Medialis Internus Filé Longo (adição) 6 M. Flexor Cruris Lateralis Picanha (adição) 7 M. Flexor Cruris Medialis Steak Pequeno (adição) 8 M. Iliotibialis Lateralis Alcatra 9 M. Iliotibialis Cranialis Filé Plano 10 M. Pubo-Ischio Femoralis Steak da Maminha (adição) 11 M. Femorotibialis Medialis Maminha (adição) 12 M. Femorotibilais Externus Ponta da Maminha (adição) 13 M. Obturatorius Medialis Externus Contra-Filé (adição) 14 M. Fibularis Longus Coxa Média 15 M. Gastrocnemius Intermedia Filé da Coxa ( adição) 16 M. Gastrocnemius Par Externa Coxa Externa 17 M. Gastrocnemius Par Interna Coxa Interna 18 M. Tibialmetatarsianus Músculo Para vossa atualização, comunicamos que o Brasil possui o segundo maior plantel de avestruzes do mundo, com aproximadamente 450.000 avestruzes ( ficando atrás apenas da África do Sul, que possui ao redor de 500.000 avestruzes), onde a estrutiocultura industrial brasileira, no tocante aos produtos do avestruz, já ocupa em 2007, com segurança, o segundo posto no ranking mundial (ficando mais uma vez, atrás apenas da África do Sul), onde deveremos produzir cerca de 1.000 toneladas de carne de avestruz. Gostaríamos de salientar ainda, que segundo levantamentos estatísticos de mercado realizados por nossa associação, 95% dos abates de avestruzes que ocorrem no Brasil, se originam de plantas frigoríficas com Serviço de Inspeção Federal – SIF, o que demonstra o compromisso dos empreendedores com a qualidade e biossegurança alimentar da carne de avestruz. Sendo o que se apresentava para o momento, agradecemos desde já a atenção dispensada ao nosso pleito, que esperamos venha a se concretizar, fazendo com que os laços institucionais entre a ACAB e o DIPOA/DICAR saiam renovados e cada vez mais fortalecidos. Ficando ao inteiro dispor para maiores esclarecimentos que se façam necessários, aqui nos despedimos, aproveitando o ensejo para reiterar nossos sentimentos de estima e apreço. Respeitosamente, Luis Robson Muniz Presidente da ACAB (Gestão 2007/2008) Fonte: ACAB
 
 
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