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Classificação dos Estados não significa restrição ao trânsito de aves
A classificação do MAPA considera o gerenciamento de risco sanitário e, não quer dizer que a carne de determinado Estado seja pior ou melhor do que a produzida em outro
Por: Fabíola Salvador
O secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, explicou hoje que a classificação dos Estados de acordo com a capacidade de gerenciamento de riscos de contaminação pelo vírus da influenza aviária e da doença de Newcastle não representa restrições ao trânsito de aves de corte e de descarte entre os Estados.
De acordo com ele, as ações de restrição ao trânsito de aves vivas serão passíveis de aplicação quando os Estados encaminharem o plano de execução das atividades para análises pela equipe do Departamento de Saúde Animal (DSA), órgão da secretaria. Na prática, isso significa que um Estado poderá pedir ao Ministério da Agricultura a restrição do trânsito de aves de corte e de descarte, vivas, fornecidas por outros Estados. Até que esse pedido seja avaliado pelo ministério, o trânsito continuará normal, como ocorre hoje.
O governo divulgou no dia 06 de dezembro a classificação para 21 Estados em relação às ações de defesa sanitária animal. O objetivo da avaliação é saber como os Estados reagiriam ao descobrir problemas em seus plantéis avícolas, afirmou o secretário. Segundo ele, a avaliação considera o gerenciamento de risco e não quer dizer que a carne de determinado Estado seja pior ou melhor do que a produzida em outro.
"Avaliamos a capacidade de um Estado reagir a uma situação de emergência", salientou ele. A regionalização era um antigo pedido da iniciativa privada, que ficou satisfeita com os critérios adotados pelo Ministério da Agricultura.
Santa Catarina foi o único Estado classificado na Categoria B, numa escala que vai de A a D, na qual o A é a melhor classificação. Essa classificação, segundo o secretário, indica que o Estado terá menor dificuldade para conter as enfermidades em caso de um surto. Os Estados classificados em outras categorias demorariam mais para exterminar a doença.
Avaliações anuais
Segundo o secretário, as avaliações serão feitas anualmente pelo ministério. Nas auditorias realizadas até agora, os técnicos do governo apontaram algumas deficiências nos sistemas estaduais de defesa. Entre elas, a falta de investimento no setor e a não disponibilidade de técnicos para atuar nessa área. O secretário observou, no entanto, que nem sempre o problema é a falta de dinheiro. "Nem sempre falta dinheiro. Às vezes, é falta de dar prioridade".
Segundo dados União Brasileira de Avicultura (UBA), o Brasil deve produzir 10,15 milhões de toneladas de frango este ano; o consumo per capita está estimado em 38 kg e a exportação deve alcançar 3,2 milhões de t, para uma receita cambial de cerca de 4,5 bilhões de dólares.
Para Ariel Mendes, representante da UBA, a regionalização também é importante porque fará os Estados investirem para melhorar sua classificação. "Nenhum país está livre de ter doenças. O importante é agir rápido para detectá-las e eliminá-las".
Fonte: Agência Estado
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