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Institucional: Secretário Inácio Kroetz recebe ACAB e UBA em seu gabinete
O setor estrutiocultor representado pela ACAB e UBA reivindicou maior comprometimento da Secretária de Defesa Agropecuária na implantação do PNCRC/Avestruz
Em reunião ocorrida no dia 08 de janeiro último, em Brasília - DF, a Associação dos Criadores de Avestruzes do Brasil - ACAB e União Brasileira de Avicultura - UBA, foram recebidas oficialmente no gabinete da Secretaria de Defesa Agropecuária - SDA, oportunidade em que o Dr. Inácio Afonso Kroetz, secretário de defesa agropecuária, abriu os trabalhos da reunião departamental.
Na reunião estavam representadas a Coordenação de Controle de Resíduos e Contaminantes - CCRC, pelo Dr. Heber Brenner, Coordenação Geral de Análises Laboratoriais - CGAL, pelo Dr. Abrahão Buchatsky, Departamento de Fiscalização e Insumos Pecuários - DFIP, pela Dra. Maria Angélica Ribeiro de Oliveira, Coordenação de Produtos Veterinários - CPV, pelo Dr. Marcos Vinícius Leandro e, Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal - DIPOA, pelo Dr. Marcius Riibeiro de Freitas.
A pauta única era a reivindicação do setor estrutiocultor que desde 0 início de 2007, busca ver implantado o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes para a carne de avestruz, sem obter sucesso até então.
Estar dentro do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), garante ao consumidor que os medicamentos utilizados na criação, não serão encontrados na carne, ou caso haja resíduos destes, os mesmos se encontram em doses compatíveis com a manutenção da saúde humana. A conquista do PNCRC/Avestruz é fundamental para o segmento conseguir o "passaporte" para entrada da carne de avestruz no mercado comum europeu, principal pólo consumidor do produto.
Na abertura da reunião Kroetz deixou claro que a SDA está sensibilizada com o pleito da cadeia produtiva do avestruz, determinando para todas as coordenações e departamentos presentes, que deveria haver uma sinergia entre os mesmos, visando a celeridade nos trâmites de inclusão do avestruz no plano de resíduos do Ministério da Agricultura.
O Dr. Ariel Mendes, vice-presidente técnico científico da UBA afirmou que o avestruz está perfeitamente enquadrado na matriz da avicultura industrial e, seu amadurecimento enquanto cadeia globalizada, carece da entrada no bloco europeu.
Manoel Piveta Assunção, um dos criadores pioneiros do avestruz no Brasil, reportou que a comunidade estrutiocultora se encontrava em uma situação muito delicada, pois, a falta de aculturação da carne de avestruz no Brasil, impedia a absorção ordeira da atual produção dos criadores e, que a exportação a curto prazo para a Europa, seria a solução para se evitar um eminente risco de colapso na atividade, que já segue para treze anos no país, formando neste ínterim, o segundo maior plantel do mundo ficando atrás apenas da África do Sul.
Na oportunidade ficou claro que o foco para o setor estrutiocultor seria acelerar as validações dos analitos contemplados no PNCRC/Avestruz, motivo pelo qual estrategicamente o Grupo de Exportadores da ACAB, representado por Giovanni Costa, apresentou a sugestão de contratar apenas um laboratório para realizar todo o escopo de medicamentos, comunicando ainda, que o investimento necessário para esta ação, seria arcado pelo Grupo de Exportadores da ACAB, uma vez que a verba do Governo Federal alocada para tal finalidade havia sido contingenciada.
Entre os representantes dos departamentos e coordenações da SDA presentes, ocorreu consensamento e a proposta do Grupo de Exportadores da ACAB foi aceita por unanimidade, onde o Dr. Abrahão Buchatsky, chefe da Coordenação Geral de Análises Laboratoriais - CGAL, eximindo a SDA, fêz questão de deixar claro que estaria atendendo a indicação de utilizar um único laboratório para o escopo do PNCRC/Avestruz, o que não era praxe para SDA, pois, aquela era uma vontade premente do setor, uma vez que normalmente os laboratórios recebem democraticamente as demandas da CGAL e por livre adesão iniciam os trabalhos analíticos dos escopos escolhidos.
No tocante a CGAL, Buchatsky deixou claro que as auditorias serão encaminhadas ao laboratório escolhido pela ACAB, tão logo as metodologias e resultados das validações sejam encaminhadas pelo mesmo para a CGAL.
O Dr. Heber Brenner, Coordenador Substituto da Coordenação de Controle de Resíduos e Contamiantes - CCRC, comentou que a CCRC continuará mostrando seu compromisso com o setor do avestruz e, tão logo a CGAL forneça o aval positivo de suas auditorias, a CCRC irá prontamente editar no Diário Oficial da União - DOU, o credenciamento do referido laboratório para realizar potencialmente as análises das amostras que serão sorteadas dentro do pool de frigoríficos exportadores da carne de avestruz.
Na visão de Luis Robson Muniz, presidente da ACAB, este processo deverá terminar em três ou no máximo quatro meses. Tendo em mãos o PNCRC/Avestruz pronto, via Itamaraty, o mesmo será encaminhado para Bruxelas (Bélgica - Europa), para que o órgão responsável pelo controle de defesa sanitária do bloco europeu reconheça o PNCRC/Avestruz.
No caso, esta avaliação do governo europeu poderá demorar três meses, logo, segundo Muniz, a expectativa é de que não ocorrendo contratempos, o Grupo de Exportadores da ACAB deverá estar exportando a carne de avestruz para a União Européia dentro de aproximadamente sete meses, a contar do início dos trabalhos analíticos do Laboratório escolhido pela ACAB.
Terminada a reunião, ficou notório o fortalecimento da parceria entre as instituições da avicultura industrial, ACAB e UBA e, os órgãos competentes da secretaria de defesa agropecuária, assim como o sentimento que em meados do segundo semestre de 2008, o Brasil estará dando os seus primeiros passos rumo a exportação da carne de avestruz para o velho continente.
Fonte: ACAB
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