Presidente Prudente, Quarta-Feira, 08 de Setembro de 2010.
   
 
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28/04/2008
 
Biossegurança:Estrutiocultores se unem e agilizam PNCRC/Avestruz
 
 
Biossegurança:Estrutiocultores se unem e agilizam PNCRC/Avestruz ACAB congrega todo o setor estrutiocultor a levantar verba para agilizar a conclusão do plano de resíduos da carne de avestruz Integrantes da Reunião Nacional do PNCRC/Avestruz que selou o levante de verba para início efetivo das análises do programa de resíduos da carne de avestruzA Associação dos Criadores de Avestruzes do Brasil - ACAB, apoiada pela União Brasileira de Avicultura - UBA, desde 15 de fevereiro de 2007, vem envidando esforços político-institucionais para concluir o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes - PNCRC da carne de avestruz. Desde o ínício da década de 90, a Europa figura no cenário internacional como o principal pólo consumidor da carne de avestruz e, a curto prazo o setor estrutiocultor entende ser fundamental a conquista do mercado europeu, para dar vazão ao escoamento da produção de carne de avestruz do Brasil, que no mercado interno está sendo reprimida pela falta de cultura de consumo da mesma no país. Neste aspecto, o plano de resíduos é peça fundamental no "quebra-cabeças" da exportação dos produtos de origem animal, onde para se conseguir a exportação são necessários alguns pré-requisitos, que estão listados abaixo: 1- O estado ser reconhecido sanitariamente como exportador de ratitas ( aves corredoras que não voam: avestruz, ema, emu, casuar e quiwi ) pela União Européia. Atualmente os estados brasileiros reconhecidos são os seguintes: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. 2- Os criatórios devem estar registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento - MAPA. 3- Os criatórios devem ser fiscalizados e monitorados pelo Plano Nacional de Sanidade Avícola - PNSA, através do orgão de defesa sanitário estadual, sendo georeferenciadas e livre de zoonoses avícolas, como: newcastle, influenza aviária e micoplasma. 4- A carne de avestruz deve estar inserida no Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes - PNCRC, que atesta a biossegurança alimentar em relação ao consumo da carne de avestruz. 5- O estado deve possuir planta frigorífica habilitada para exportação de ratitas. Os estados mais adiantados no processo de exportação da carne de avestruz são: Santa Catarina , Mato Grosso do Sul que necessitam: 1- ter uma planta frigorífica habilitada para exportação de ratitas ( em ambos os casos, já em andamento) e, 2- ter o plano de resíduos da carne de avestruz concluído; além de São Paulo, que mais próximo de exportar, precisa apenas da finalização do PNCRC/Avestruz. A ACAB em agosto de 2007, formou o departamento de exportação da entidade, cujo superintendente é Giovanni de Almeida Costa. O grupo de exportação formado por frigoríficos e produtores, desde então vem se reunindo na sede da UBA ( São Paulo - SP ), com o firme propósito de acelerar os trabalhos de conclusão do PNCRC/Avestruz. O plano de resíduos é uma missão governamental, pois, é uma exigência sanitária de um país ( ou bloco de países ) para outro país, logo, deve ser levado a cabo pelo orgão de defesa sanitário responsável no Brasil, que no caso é a Coordenação de Controle de Resíduos e Contaminantes - CCRC, cujo coordenador nacional é o Dr. Leandro Diamantino Feijó. No início de 2007, Feijó sinalizou que o PNCRC/Avestruz seria feito e as despesas das análises devidamente arcadas pelo governo; não obstante, o que se evidenciou foi o contigenciamento de verbas para o avestruz, pois, na leitura da CCRC esta pecuária não era prioritária no momento, frente às atividades agropecuárias mais tradicionais. O setor estrutiocultor se viu em uma posição delicada, onde a união pontual das associações, cooperativas, frigoríficos e produtores, seria então a única saída para acelerar o processo de conclusão do PNCRC/Avestruz. Já em janeiro de 2008, com forte apoio da UBA, o setor organizado do avestruz capitaneado pela ACAB, conseguiu uma reunião departamental no gabinete da secretaria de defesa agropecuária, em Brasília - DF, onde o secretário Inácio Kroetz, convocou todos os orgãos da defesa sanitária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA e, ficou acordado um esforço concentrado de tais orgãos, no sentido de agilizarem as auditorias às metodologias e validações feitas pelo laboratório contratado, a partir do instante que o setor conseguisse arcar com as despesas das análises. No final de janeiro, a ACAB e Associação dos Criadores de Avestruzes do Mato Grosso do Sul - ACAMS, com articulações políticas junto à cúpula do governo sulmatogrossense, que foram conduzidas magistralmente por Manoel Piveta Assunção, um dos pioneiros da atividade de estrutiocultura no Brasil, sensibilizaram as autoridades de defesa sanitária e da secretaria de agricultura do estado, onde o governador André Puccinelli, pessoalmente se solidarizou aos produtores de avestruzes do MS e, propôs apoio financeiro dentro de um plano de incentivo que o governo possui junto aos produtores do estado. Com este apoio inicial, a ACAB rapidamente convocou uma reunião nacional para finalizar a questão, angariando fundos do mercado estrutiocultor, entre associações, cooperativas, frigoríficos, associados, não associados, empresas agregadas à cadeia produtiva do avestruz, ou seja, todos os agentes integrantes direta ou indiretamente no agronegócio do avestruz. Neste encontro histórico ocorrido na sede da UBA em São Paulo (SP), no dia 24 de abril último, com um quórum representativo onde se fizeram presentes os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, levantou-se o restante do montante necessário para inicializar o programa de resíduos da carne de avestruz, com os seguintes agentes se comprometendo a concretizar o aporte total de R$ 409.500,00 para pagamento das análises e validações das metodologias que serão aplicadas na carne de avestruz: 1- Coavestruz (MS) 2- Coopertruz (BA) 3 - Catrim (MG) 4- Fazenda Santa Esmeralda (ES) 5- Avistruz (SP, PR, MG, TO) 6 - Avestro (SP) 7- Maxtruz (SP) 8 - Zimbras(SP) 9 - Fazenda Santa Marta/IDAO (SP) 10-Rancho Maranata (SP) 11-Estrutiopar (PR) 12-Coopercasc (SC) A ACAB acredita firmemente que mais interessados possam se agregar ao grupo e, se prontificou em buscar a sensibilização de mais agentes, objetivando alcançar uma maior representatividade nacional dentro do mesmo, além é claro, de proporcionar uma maior redução nas cotas do rateio. A expectativa da ACAB, após a reunião nacional do PNCRC/Avestruz, é de que as análises iniciem em ritmo acelerado no mês de maio e, que dentro dos próximos três meses as mesmas estejam encerradas, onde a próxima etapa será o envio do PNCRC/Avestruz concluído, via Itamarati, para os técnicos dos orgãos de defesa sanitária da União Européia darem seu parecer e aprovação final, possibilitando assim o início efetivo das exportações da carne de avestruz para os países do bloco europeu. Fonte: ACAB
 
 
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