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Exportação: PNCRC/Avestruz: Exportar ou não exportar
Matéria de Denise Sandreschi, departamento técnico da AEPE, e gerente industrial da Avestro, esclarece setor sobre importância do PNCRC
Por: Denise Sandreschi dos Santos
A questão do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes para a carne de avestruz (PNCRC/Avestruz) vem sendo exaustivamente discutida pelo setor desde o ano de 2006. Desde o início das discussões, a busca pelo desenvolvimento do Plano gira em torno da liberação do Brasil para exportação dos produtos cárneos destinados ao consumo humano, para a Comunidade Européia, já que esta é a maior consumidora de carne de avestruz do mundo, detendo mais de 65% das importações.
Porém, acredito que está na hora de expandirmos nossos horizontes com relação aos termos PNCRC e exportação. Desde o início do desenvolvimento do plano, algumas empresas buscam outros mercados como alternativa de exportação, até que o mesmo esteja concluído e o país liberado para exportar para a União Européia. Porém, na busca da abertura das exportações, o que temos encontrado não é a falta de mercado consumidor para os produtos de avestruz fora da Comunidade Européia, mas sim uma crescente adesão dos países importadores às exigências do PNCRC para todas as espécies.
Sendo assim, a cada dia, mês, ano que passa, mais países aderem a exigência do PNCRC para liberação de suas importações e mais difícil se torna a entrada da carne de avestruz brasileira no mercado internacional. Portanto, cabe uma reflexão quanto ao rumo do avestruz no país: se no curto prazo, a exportação é a saída da crise para o setor, então, o PNCRC/Avestruz se torna essencial para a sobrevivência do avestruz no Brasil.
Já é de conhecimento do setor que o desevolvimento e administração do PNCRC é de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), porém, a longa espera que o setor já enfrenta e a falta de prazos para conclusão por parte do MAPA desestimula toda a cadeia produtiva do avestruz.
Visando acelerar o plano, a ACAB recebeu proposta de um dos laboratórios credenciados pelo Ministério para desenvolver o programa e concluir o processo de validação ainda no segundo semestre de 2008, junto ao MAPA. Com isto, o país poderia estar liberado para exportação da carne de avestruz para a União Européia e outros países ainda no início de 2009.
A proposta do laboratório, bem como sua aprovação para o início do desenvolvimento do programa, será definida na próxima assembléia da ACAB, a ser realizada no dia 11/07, às 14h, na sede da UBA. Caso o setor aprove a proposta desenvolvida pela ACAB e pelo laboratório em questão, os frigoríficos poderão iniciar suas solicitações de habilitação para exportação a União Européia e outros paises, tão logo os resultados das primeiras análises sejam apresentados.
Sendo assim, acredito que seja fundamental para a estrutiocultura brasileira a presença de todos os representantes, direta ou indiretamente ligados a cadeia produtiva do avestruz nesta assembléia, para conhecimento da proposta, bem como sua aprovação.
Crédito:
Denise Sandreschi dos Santos
Zootecnista formada pela UNESP/USP - Campus Botucatu
Departamento Técnico da AEPE
Gerente Industrial da Avestro S/A
Fonte: Departamento Técnico da AEPE
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